Seminário debate participação das mulheres na segurança pública

 

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A Prefeitura de Contagem promoveu o Seminário Desafio das Mulheres na Segurança Pública, na sexta-feira (17/7), no auditório Casa de Cultura. O evento tratou de temas relativos à inserção, desafios, perspectivas e avanços do papel da mulher nas forças de segurança pública. O seminário, voltado ao aprofundamento das informações, valores e conhecimentos do campo profissional feminino, contou com a participação de, aproximadamente, 150 profissionais que integram a Guarda Municipal de Contagem (GMC) e Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Para o prefeito Carlin Moura, presente ao evento, a participação de mulheres no efetivo dos órgãos de segurança pública é um marco histórico. “Precisamos garantir o ingresso das mulheres nas mais diversificadas profissões. A presença delas nas forças armadas é uma garantia de igualdade, fazendo prevalecer uma sociedade que se respeita”. Moura destacou ainda que a atual gestão está trabalhando para tornar esse assunto uma pauta permanente no município. “Trazer para o debate questões de interesse das mulheres como um todo, não só das que já ingressaram nas carreiras da segurança, mas de todos os setores. Garantir os direitos das mulheres é um dos nossos compromissos”, disse.

Segundo a psicóloga e coordenadora regional do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, Márcia Esteves de Calazans, atualmente, o ingresso de mulheres em profissões antes, essencialmente, masculinas, é mais efetiva, com representatividade em diversos setores, mas nem sempre foi assim. “As mulheres tiveram que lutar para conseguirem seu espaço, e por meio de uma disputa, muitas vezes desleal, conseguiram se apropriar das mais variadas profissões, como por exemplo, as forças de segurança”. Calazans explicou que há a participação de mulheres no ofício de polícia em 26 estados brasileiros, sendo São Paulo o pioneiro na inserção feminina, em 1955. Lembrou que, no Brasil, a concentração de entrada das mulheres na polícia deu-se na década de 1980, primeiramente, em funções como auxiliares.

“Hoje, o número de mulheres não pode ultrapassar 10% do total do efetivo e a participação feminina nas polícias militares corresponde a, aproximadamente, 5% do conjunto. Apesar do registro do crescimento na participação feminina, ainda é preciso alguns avanços, como a aumento da cota para o ingresso das mulheres, autorizar a concorrência para cargos de alto escalão, entre outros. A participação das mulheres na área de segurança, como tantas outras, é uma garantia de igualdade entre os sexos”.

O secretário de Defesa Social, José Rodrigues, salientou a participação do efetivo feminino da Guarda Municipal de Contagem, “hoje temos mulheres na nossa guarda que ocupam cargos de chefia e desenvolvem a tarefa tão bem, quanto um homem, assim também como acontece em outras instituições de segurança. Trabalhamos com a perspectiva real de que homens e mulheres disputam com igualdade as vagas no mercado de trabalho, independentemente da questão de gênero”, enfatizou Rodrigues.

A coordenadora de Políticas para Mulheres do município, Gabriela Romanelli, ressaltou que as mulheres passam por uma série de dificuldades para chegarem ao mesmo patamar que os homens. “Nós mulheres acumulamos diversas funções, além de profissionais, somos mãe, esposa, amiga, conselheira, não queremos ser melhores, apenas lutamos para termos as mesmas oportunidades”, afirmou.

“Não existe mais profissão de homem ou de mulher”, assim a deputada federal, Jô Moraes, iniciou sua fala ao abordar o tema de cotas para mulheres na política e concursos militares e parabenizou a gestão pela inciativa do seminário. “Promover espaços para debater a atuação da mulher no segmento da segurança é muito importante. Esse diálogo precisa ser cotidiano pautado pelos gestores de segurança pública”.

A mesa de abertura do seminário também foi composta pelo guarda municipal e vice-presidente da associação da GMC, Levi de Souza Sampaio; a guarda municipal, Luciana Feliciano, representando o efetivo feminino do município; a delegada-geral da Polícia Civil, titular da Delegacia Regional de Contagem, Ana Maria dos Santos; a cel. da PMMG, Claudia Romualdo; a psicóloga e professora universitária, Léa Machado.

 

Guarda Municipal de Contagem
No município de Contagem a Lei Complementar 113/2011, prevê uma reserva de 12% do quantitativo de vagas para o efetivo feminino. Atualmente, a instituição possui 62 guardas femininas sendo, uma gerente, cinco chefes de Grupamento, 20 chefes de Turma e 36 guardas. O corpo de mulheres da instituição atua nos diversos setores administrativos e operacionais da corporação como monitoramento, escolar, patrimonial, inteligência, logística, recursos humanos, capacitação, grupamento especial e coordenação de operações.

A Guarda Municipal, Luciana Feliciano, afirmou sentir orgulho em fazer parte da corporação. “A representatividade feminina da GMC é um efetivo atuante e, assim como os homens, almejam por cargos de chefia. Passamos constantemente por processos de capacitação para que, assim, possamos ter nosso lugar e reconhecimento”.
Em 2016, haverá a troca de comando da Guarda Municipal de Contagem e a atual gestão trabalha no sentido de preparar todo o efetivo, homens e mulheres, para que atenda os requisitos para participar do processo seletivo interno, com igualdade.

FONTE: http://www.contagem.mg.gov.br/?materia=501679 PUBLICAÇÃO: 20/07/2015

REPÓRTAGEM: Katrine Reis   FOTOS CRÉDITO: Jéssica Gabrielle

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